O Prémio Internacional de Composição é organizado pela Câmara Municipal de Loures, no quadro das iniciativas sob a égide de Loures, Capital do Clarinete

Prémio Internacional de Composição é criado com o intuito de promover e incentivar a criação e distinguir o desenvolvimento e a excelência na área da composição, premiando obras inéditas de autores nacionais ou estrangeiros.

A primeira edição do Prémio tem como objetivos específicos a divulgação do clarinete e o desenvolvimento da escrita musical para a formação de Big Band, que inclua o clarinete como solista.

Júri

O Júri da primeira edição do Prémio Internacional de Composição para Clarinete e Big Band é constituído por quatro personalidades de reconhecido mérito, qualificação, idoneidade e notoriedade no campo musical, garantindo assim a notabilidade e relevância do Prémio: António Saiote, Carlos Azevedo, Paulo Gaspar e Pedro Moreira.  O presidente da Câmara Municipal de Loures, ou seu representante, presidirá o Júri.

António Saiote

O Maestro António Saiote é um artista e pedagogo reconhecido internacionalmente. Prestes a completar 50 anos de carreira, é o solista clarinetista mais conceituado em Portugal, tendo atuado em mais de xx países. Atualmente ensina na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto. É, desde a sua génese, o Diretor Pedagógico e Artístico da Academia de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr. e do Meeting Internacional de Clarinete Marcos Romão dos Reis Jr., iniciativas sob a égide de Loures, Capital do Clarinete.

Carlos Azevedo

Carlos Azevedo define-se acima de tudo como compositor. Movimenta-se com igual à-vontade nos universos da música clássica e do jazz, escrevendo para as mais variadas formações desde o instrumento solista à orquestra – sinfónica ou de jazz. Tem sido um importante protagonista do movimento jazzístico portuense, tanto no campo educativo – associou-se à fundação da Escola de Jazz do Porto nos anos de 1980 e criou a primeira licenciatura em Jazz do país, na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo (ESMAE), em 2001 – como performativo – partilha com Pedro Guedes, desde 1999, a direção musical da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM). Este projeto mudou o panorama do jazz para grandes formações feito em Portugal e mantém um dinamismo ímpar, graças às encomendas de novas composições e às colaborações com grandes personalidades do jazz internacional.

Paulo Gaspar

Formado em Clarinete pela Escola Superior de Música de Lisboa, prosseguiu o mestrado em Artes Musicais na Universidade Nova de Lisboa e, em 2011, concluiu o doutoramento em Música e Musicologia na Universidade de Évora. Já lecionou em diversos conservatórios e é frequentemente convidado a realizar masterclasses de clarinete e introdução ao jazz. Atualmente é professor na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas (Hot Clube de Portugal), Academia Nacional Superior de Orquestra e Escola Superior de Música de Lisboa.

Ao longo da sua carreira tem desenvolvido uma atividade muito diversa que vai da música erudita ao jazz. Tem gravado e colaborado com importantes músicos portugueses e diversas orquestras nacionais. É solista da Banda da Armada, desde 1989, e clarinetista dos Dixie Gang, desde 1991. É um dos elementos fundadores do Lisbon Underground Music Ensemble e integra a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal.

Pedro Moreira

Saxofonista, compositor, maestro e docente na Escola Superior de Música de Lisboa, tem uma licenciatura em Jazz pela New School University, e um mestrado em composição pelo Mannes College of Music, em Nova Iorque. Atuou com o seu grupo em várias salas e festivais portugueses, assim como em vários países da Europa, América e África (França, Espanha, Alemanha, Grécia, EUA, Costa do Marfim, Angola, Moçambique). Colaborou igualmente com os grupos de Bruno Santos, Nelson Cascais, André Fernandes, Zé Eduardo, entre outros.

Como maestro, dirigiu a Big Band do Hot Clube de Portugal, European Youth Jazz Orchestra, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orchestrutópica, Orquestra do Algarve, Orquestra Angrajazz, Ensemble Moderno do Conservatório Nacional e Orquestra de Jazz do Conservatório da Madeira.

  • Os interessados deverão entregar a composição a concurso, até 30 de junho, em mão ou enviar pelo correio, em carta registada com aviso de receção.